Eu vivo “descomplicadamente” a complicação de uma vida aos olhos de outra gente… Pode nem fazer sentido, mas vivo-o… Deixo-me levar por entre vontades próprias, por entre decisões rápidas e momentâneas, deixo-me simplesmente levar sem qualquer pudor de poder errar, ou de ser o oposto ao desejo que sonhei. Estranhamento vivo-o assim há já algum tempo, vivo-o em todos os sentidos vitais, em todos os sentidos de que se precisa para ser realmente VIVO. Não olho para trás do ombro, não quero pensar somente em passados, sobre o que poderia ter sido ou não, sobre o que mudaria, simplesmente creio que nunca iria mudar nada. Vivo com os olhos postos no presente, vivo a pensar no sorriso tridimensional que colocarei no meu rosto, no rosto desse alguém que está comigo, um sorriso rápido, sincero e único, único até no tempo que se perde em desamparos psicológicos que poderão advir no pós-sorriso. Levo ao meu ser o matar de sede da vontade, sou simplesmente um destemido, um ser que acordou repentinamente para uma curta e nada duradoura vida! Hoje a morte não me assusta, se me levar levará também o meu mau feitio, ou então fará a mais louca e risonha viagem pelo seu rio preferido! Vivo estupidamente e euforicamente cada segundo, e quando caio, caio de verdade, caio também desamparado e rijo, mas é nessa queda em que me levanto, levanto-me rapidamente para sorrir novamente, e sorrio á tua frente, á frente de quem me prega a rasteira, e á frente de quem calhar… É somente o meu sorriso, o sorriso é tudo o que eu tenho, o sorriso é a minha luz, é a minha vida e o meu tesouro… E se morrer, olha paciência, riam-se todos, riam-se em alto e bom som, pois poderia viver mais, muito mais, mas o que vivi, vivi-o com sentimento, com um sentimento puro e verdadeiro… Eu vivo “descomplicadamente” a complicação de uma vida aos olhos de outra gente… Vivo-o porque é assim que me sabe bem, e se todos aprenderem a viver assim, então que se queixem da “anarquia” que digam que a sociedade está imunda, que se revoltem os que vivem presos a uma corrente invisível e inquebrável chamada sociedade. Pois essas correntes já as quebrei, já prescindi da concordância de alguém só porque sabe bem ouvir, não, já não preciso mais disso, agora preciso é de me olhar ao espelho e sorrir, sorrir para mim, sorrir pois sinto-me bem como sou, pois sinto-me bem comigo assim, pois sou um ser que poucos conhecem, muitos inventam, mas que são raros os que realmente souberam aproveitar tudo o que de bom posso oferecer… Sou um livro de páginas escritas em branco, sou um livro sem capa, sem prefácio, sou somente eu, uma história complicadamente “descomplicada” aos meus olhos mas que se torna “descomplicadamente” complicada aos olhos de outra gente!
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