terça-feira, 15 de setembro de 2009

Negação da credibilidade lógica do enigma!

Hoje após um belíssimo jantar em casa da minha irmã, surgiu para não variar, o magnifico jogo “da Agulha”, um jogo que simplesmente e de forma enigmática, diz com toda a certeza, o número de filhos e o sexo dos mesmos… Impossível? Pois, também eu penso que sim, ou não fosse o facto de a mágica agulha indicar com precisão os filhos que se geraram em torno da minha família, e o pior, ainda não vi a agulha falhar! Mas não deixa de ser um enigma, como? Porque? Quando? E é aí que surge a negação lógica, negamos o facto de não compreendermos o porquê de aquele simples pedaço de metal com o simples fio com que se remenda as meias acerte… Possivelmente, negamos pelo sentimento de medo, ou sentimento de incompreensão que por sua vez levará ao medo novamente…

Tudo o que não é perceptível ou que possa criar dúvidas invoca automaticamente o sentimento da negação, e quando digo tudo quero mesmo dizer tudo! Os medos que são transportados por sentimentos são os que mais negações auferem, o amar no momento errado, o querer numa altura imprópria, o desejo por quem não merece (até poderá um dia vir a merecer, mas por algum motivo naquela altura certamente não mereceu) ou até mesmo a ansiedade da própria negação.

Conseguimos sempre negar qualquer acto credível, por exemplo, alguém que nos faça sentir bem, alguém que nos ame ou mesmo deseje, se esse alguém chegar num momento frágil da nossa vida, num momento em que estamos com as nossas defesas em baixo, por muito bem que ele(a) nos faça nós simplesmente vamos negar por motivos de defesa, simplesmente porque temos medo de sofrer novamente… Neste caso, e a meu ver, estamos perante uma negação da credibilidade lógica do enigma, “Negação” porque simplesmente afastamos o que queremos, “Credibilidade” Porque sabemos que queremos sabemos que nos faz sentir bem, “Lógica” porque torna-se simplesmente perceptível esses sentimentos, “enigma” bem, aqui o enigma é simplesmente o enigma, o porquê de não conseguir-mos diferenciar os “peões” do jogo de xadrez, o enigma de simplesmente não conseguirmos agarrar o que nos faz bem para proteger do que nos fez mal, mas isso é humanamente real e vivido, porque nos tornámos assim defensivamente vivos!
Já presenciei de tudo um pouco e normalmente sempre em oposição à forma que tento seguir, torno-me aventureiro de mais, o meu signo diz que sou “fogo”, bem se sou fogo sou paixão e isso é bem verdade ou não fosse a paixão a maior aventura de toda a história… Apaixono-me facilmente pelas pessoas, pelos seus aspectos positivos e isso leva-me bastante a viver de uma forma positiva pelos estados lógicos do dia-a-dia… Por outro lado, o meu signo refere que sou a “verdade”, bem isso torna-se estranho, torna-se pelo facto de a vida ser uma eterna mentira, nada existe no seu quotidiano, tudo é uma fase paralela… Apenas se tornaria verdade no caso de o destino se concretizar, e se isso do destino for verdade, então é como esperar para que esse algo aconteça, sentamo-nos e esperamos o destino aparecer, e isso certamente não é viver! Logo o destino, torna-se também numa negação da credibilidade lógica do enigma, da enigmática vida que nos vamos proporcionando a nós mesmos, e se a vida é um enigma, um jogo de charadas então simplesmente teremos que arranjar respostas para esses enigmas, e teremos que ser aventureiros e deixar de pensar nos “e se…” da vida! Mas, por algum motivo não lógico, tentamos sempre o refúgio do nosso aconchego, num refúgio que mesmo que diferente do que procuramos seja o suficiente para que possamos esquecer qualquer enigma da vida, qualquer enigma que nos possa surgir, sendo que este refugio torna-se muito usado para fins sentimentais, para necessidades “amorosas” de negação, e aí, aí voltamos á nossa negação da credibilidade lógica do enigma! Á simples vontade de negar o que o destino nos trás!

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