quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A mente e os sentimentos só se comunicam por carta registada!

O ser humano é um ser de oposições próprias, oprime-se a si mesmo, contradiz-se nas suas próprias vontades e afoga as suas próprias disposições sentimentais. O conjunto “humano” não se consegue conjugar, existem paralelamente duas opiniões e verdades, duas vontades e desejos… A mente não condiz em verdade nenhuma com o “coração”, não o musculo mas o sentimento, a mente teima em optar pelo lógico da realidade, o necessário para a sobrevivência, o que lhe permite vingar no quotidiano que lhe mata a cada dia que passa… O coração por seu lado, joga com os impulsos, joga com os desejos e as vontades. Se ambos se completassem tudo fazia sentido, mas a verdade é que esse sentido nunca será verdadeiro, uma vez que o sentimento pode nunca corresponder às necessidades… O coração escolhe “em prazer”, as suas escolhas são baseadas em momentos de loucura e adrenalina, em momentos de um “brilhozinho nos olhos” e talvez até do momento mágico do simples tocar de lábios, num tocar que fará estremecer o planeta. A mente não, a mente não precisa de explosões de sentimentos, de coraçõezinhos vermelhos espalhadas e estampados na testa, a mente precisa mesmo é de garantias, poderíamos até dizer que a mente é a “Banca” dos resultados de escolhas do nosso corpo, ou seja, as decisões são sempre tomadas face ao risco do resultado em si, esquecendo totalmente o “investimento” em terreno que não reconhece o perigo!
Cada pessoa, cada um de nós, tem a sua faísca pronta a eclodir num fio de pólvora que se encontra em posição de rastilho, e a responsabilidade da possibilidade da explosão suceder ou não parte somente da mente vs coração. A mente é como um cubo de gelo, gélida, sem cor e sem sabor, e ao passar no rastilho de pólvora certamente não atearia a chama e como tal a explosão seria um fracasso, contudo, e com toda a certeza chegaria ao seu destino… O coração por seu lado, é fogo, tem cor, arde no corpo de quem o sente e com todo esse ardor ao passar no rastilho a explosão não demoraria muito tempo a dar-se mas o certo é possivelmente nunca chegar ao destino demarcado… E reparem no “possivelmente”, utilizado como uma grande possibilidade, e como possibilidade não significa que seja 100% certa, existirá sempre a outra parte, que mesmo muito pequena que seja pode sempre ser concretizada! Ao nos depararmos com este enigma, o nosso corpo actua em modo de segurança, e decide por si só a escolha mais fácil, decide nunca atear o rastilho que o leva á explosão! E é neste momento que surge a questão mais pensada alguma vez na história da humanidade, “Quem escolher?”, o que nos faz levitar? Ou o que nos faz estar calmo e seguro? A dependência de segurança, certamente obrigará a uma escolha pausada, sensata, pensada mas não acertada… A ideia de amor, o amor é o que cada um quiser, é o jogo de conquista, é a adrenalina, é o medo de perder quem se quer, mas isso é somente o meu significado, o qual poderá mudar de pessoa para pessoa… Agora a escolha do coração incide sobre todos estes conceitos, o da mente simplesmente anula-os, não faz viver os medos porque isso assusta, isso não transmite a segurança necessária, então faz com que a escolha incide no inverso a todos estes sentimentos e de que valerá viver sobre as escolhas de algo que não nos deixa viver? Isso é uma resposta individual, eu prefiro a aventura e adrenalina de sonhos á descida das escadas até á segurança da realidade. Mas isso sou apenas eu!

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