Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, o relógio que me avisa com antecedência que o tempo se mantém no seu caminho, indiferente ao desejo de seja de quem for, mantém o caminho de simplesmente seguir em frente, segue, segue sem sequer se desviar um milímetro que seja, segue o seu caminho por entre os passados que se lembram, os passados que se esquecem, entre os presentes inesperados, presentes irritantes e presentes demolidores, segue em direcção ao seu futuro, futuro incerto, futuro… simplesmente futuro, sem leitura de qualquer conclusão do que se possa tirar da palavra “futuro”!
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, soa como que mostrando a sua força em se manter inalterável às suas convicções, em me mostrar que o amanha ainda será melhor que o presente e o passado juntos, que o futuro, se lá chegarmos será o maior presente que o tempo nos pode oferecer, a possibilidade de remediar acções de que nos possamos arrepender, acções que nos levam a rezingar no nosso canto contra nós mesmos! Mas… Remediar? Nada se remedeia, creio que a escolha da palavra certa seria… Não seria nenhuma, simplesmente nenhuma, não como escolha de palavras mas como escolha de acções, não tenho necessidade de remediar nada do que possa efectuar, ter efectuado ou até mesmo vir a fazer, não preciso de me sentir impossibilitado de achar que o que fiz, fiz bem, fiz de consciência tranquila e melhor, que ainda o acho, e que sempre acharei… O “futuro” não me pode mudar a imagem do meu passado, o futuro não consegue limpar o meu crescimento nem moldá-lo á sua vontade própria…
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, eis que surge a vontade de sorrir, chorar, odiar e amar, eis que surge a necessidade simples de simplesmente ter “vontade de…”, uma vontade sem qualquer explicação lógica ou sequer explicação qualquer… Apenas uma vontade!
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, o som do futuro que se aproxima, mas, que futuro? Como chegarei ao futuro se apenas me sinto a viver eternamente no presente… Como viverei no futuro? Lembro-me de ouvir um simples história, uma história que será imortalizada entre de quem vive no meu círculo familiar, uma história que me eleva ao pensamento do futuro…
*Num dia simples, numa tarde ainda mais simples, passeavam pelas ruas duas irmãs e respectivas filhas, ao passar numa loja eis que surge a vontade de uma das meninas pedir o tão “importante” chupa, os tempos eram difíceis e como tal, uma das irmãs, tenta não dizer que não dizendo:
-Amanhã a tia dá, está bem?
Os dias passavam em tardes simples de dias ainda mais simples e a “história” repetia-se a cada vez que a menina passava junto do tão desejado chupa.
Nisto numa dessas tardes simples, a menina após a frase cuidada de não fazer a menina triste, “Amanhã a tia dá, está bem?”, eis que a surge a resposta “Oh tia, quando é que é o amanhã?”*
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, soa como que mostrando a sua força em se manter inalterável às suas convicções, em me mostrar que o amanha ainda será melhor que o presente e o passado juntos, que o futuro, se lá chegarmos será o maior presente que o tempo nos pode oferecer, a possibilidade de remediar acções de que nos possamos arrepender, acções que nos levam a rezingar no nosso canto contra nós mesmos! Mas… Remediar? Nada se remedeia, creio que a escolha da palavra certa seria… Não seria nenhuma, simplesmente nenhuma, não como escolha de palavras mas como escolha de acções, não tenho necessidade de remediar nada do que possa efectuar, ter efectuado ou até mesmo vir a fazer, não preciso de me sentir impossibilitado de achar que o que fiz, fiz bem, fiz de consciência tranquila e melhor, que ainda o acho, e que sempre acharei… O “futuro” não me pode mudar a imagem do meu passado, o futuro não consegue limpar o meu crescimento nem moldá-lo á sua vontade própria…
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, eis que surge a vontade de sorrir, chorar, odiar e amar, eis que surge a necessidade simples de simplesmente ter “vontade de…”, uma vontade sem qualquer explicação lógica ou sequer explicação qualquer… Apenas uma vontade!
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, o som do futuro que se aproxima, mas, que futuro? Como chegarei ao futuro se apenas me sinto a viver eternamente no presente… Como viverei no futuro? Lembro-me de ouvir um simples história, uma história que será imortalizada entre de quem vive no meu círculo familiar, uma história que me eleva ao pensamento do futuro…
*Num dia simples, numa tarde ainda mais simples, passeavam pelas ruas duas irmãs e respectivas filhas, ao passar numa loja eis que surge a vontade de uma das meninas pedir o tão “importante” chupa, os tempos eram difíceis e como tal, uma das irmãs, tenta não dizer que não dizendo:
-Amanhã a tia dá, está bem?
Os dias passavam em tardes simples de dias ainda mais simples e a “história” repetia-se a cada vez que a menina passava junto do tão desejado chupa.
Nisto numa dessas tardes simples, a menina após a frase cuidada de não fazer a menina triste, “Amanhã a tia dá, está bem?”, eis que a surge a resposta “Oh tia, quando é que é o amanhã?”*
O amanhã equiparado ao futuro, é um tempo indeterminado que será sempre afastado pelos Tic-Tac’s do meu relógio, e esse futuro, bem esse futuro apenas me afasta de viver o meu presente, um presente que tanto anseio que seja futuro mas que é simplesmente presente.
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, os sons da solidão misturados com o som do teclado do computador enquanto escrevo na perspectiva de poder dizer as palavras menos cuidadas que possam existir, dizer simplesmente por dizer… Dizer o que sinto, mesmo que seja ao som dos Tic-Tac´s do meu relógio, ou até mesmo do teu… E oiço, oiço-os como que crescendo dentro do meu consciente, como me pressionando pela necessidade de se ouvirem no tempo e no espaço de cada um de nós, como que cumprindo tempos necessários á sua necessidade de vivência…
Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac, o tempo não esperou por nós, o tempo esvoaçou fazendo com que crescesse-mos, e ambos crescemos na necessidade de deixar o tempo passar… Por isso os meus Tic-Tac’s vão continuar a cada dia, em cada noite e em cada pensamento, porque mesmo que mude de pensar, o meu tempo não mudará os seus eternos Tic-Tac’s
Porque ainda oiço Tic-Tac Tic-Tac Tic-Tac mesmo que seja as 07h40m…
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