
E sem querer, lá estava eu, hoje, novamente a falar de ti, a falar de algo que eu tentei esquecer… Lá estava eu sentado a ouvir a música que me fez anular toda a compreensão que devia de ter e que em troca me trouxe um aperto, um aperto que não sei explicar… Leio, leio demais mas acabo sempre no mesmo texto, no texto que mais me marca, no texto que me leva ao fundo, no texto em que as tuas palavras simplesmente não me levam a qualquer ilusão, a qualquer vontade de lutar, que me retiram a força que ganho quando te esqueço! Queria demais mudar todo o enredo de uma história, mudar o final de uma história inacabada, será isso possível? Ultimamente tenho dúvidas a mais e certezas a menos, isso tem sido a minha irrealidade em volta de uma realidade que não quero ver e que ao mesmo tempo quero esquecer… Nada é fácil, e hoje, quando me sento e leio o mesmo texto vezes sem conta ao mesmo tempo que oiço a música que me elimina todas as explicações lógicas desta dura e incoerente realidade, sinto, penso em ti… Penso em ti demasiadas vezes, penso em ti mais do que devia, penso porque inexplicavelmente começaste a fazer parte, parte de algo que ainda não sei compreender… Estranho? Demasiado estranho porque sinceramente nunca fui assim, nunca pensei demasiado tempo por algo ou alguém a quem eu me sentisse completamente inútil, sim inútil, de uma inutilidade em que não sei o que dizer ou que fazer, a quem eu simplesmente não consigo apagar… Sinto uma felicidade infeliz de saber o quanto gosto, o quanto queria conseguir mudar o teu mundo, mas esse não seria eu, eu sou aquele que compreende o incompreensível, sou aquele que sabe esperar, que sabe gostar e que desta vez, que desta vez aprendeu a sofrer! Porque a saudade me destrói por dentro mantendo um sorriso louco por fora, completamente intransponível e decidido, mas falso, desta vez mostro um Eu falso, um Eu que sorriu dantes e que anseia por sorrir outra vez. Tal ventania, tufão ou até mesmo furacão, entraste sem pedir licença, entraste como uma breve brisa, como um breve sopro e tomaste tudo o que havia possível de se tomar, tomaste-me por inteiro, sem excepções nem bocados, levaste o todo que havia dentro de mim. Esqueci o meu mundo, esqueci o futuro, entreguei-me a um presente que não podia ter sido tão drasticamente vivido… Será? Seria capaz de mudar tudo? Seria eu capaz de ter virado a cara ao encontro dos nossos lábios? Teria eu sido capaz de rejeitar o perfume do teu corpo? Esse perfume que me levou e encorajou a navegar sem qualquer mapa pelo teu corpo, á descoberta do mistério que a lua nos trouxe, para o espaço perdido para onde a lua nos levou? Creio que não, creio que me perderia novamente, da mesma forma, no mesmo instante e com a mesma intensidade! Simplesmente PORQUE SIM, sem qualquer razão inexplicada, só porque SIM, um SIM de vontade, um SIM de querer levar o mundo a gritar a vontade de te ver… Sim perderia me mil e uma vezes se possível, perderia me contigo, e perderia me só para te voltar a ver, sentir-te e dizer que sim Gosto de TI.
Saudades, são simplesmente palavras de saudade!
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