
Ontem quis escrever mais um post, quis do passado de quero, mas pensei melhor e achei não o efectuar, preferi pensar sobre o que quero dizer face ao que queria! Mas acho que a realidade é a mesma de sombras passadas, apenas com uma questão diferente, é que desta vez fiz o meu teste, esqueci o mundo que me rodeia e mostrei a cara, uma cara que se escondia há já algum tempo, voltei a por o meu rosto ao mundo, voltei a dizer o que não sinto… Fiz-me do Homem forte que sofre e se esconde por detrás das muralhas de máscaras invisíveis, disse em alto e bom som:
“Sou o que era quando o era, sou o sorriso que mostrei a quem me conheceu sorrindo, eu volto a sorrir sempre que preciso, e sorrirei somente para mim… Sorrio para mim pois só eu mereço o meu sorriso!”
Permaneci com um sorriso forçado, um sorriso que utilizei sem que ninguém desconfiasse, e nesse instante o solteiro e sorridente Homem voltou a ter cotação de bolsa, voltou a ter uma margem de progressão fenomenal… Tive quem me abraçasse e quisesse beijar, tive quem me pedisse boleia para casa, quando a casa era apenas a dois minutos de caminho, tive quem me dissesse que eu continuava o mesmo vagabundo de sempre mas que continuava com o mesmo “palmo” de cara de que não conseguiam fugir… E aí pensei, pensei para comigo mesmo, e nesse pensamento duradouro mas rápido, um pensamento curto mas intenso apercebi-me que não era eu o centro da falha do meu sorriso, que não era eu quem estava mal! Até soa mal valorizar-me desta forma, mas desta vez é o que sinto, é que preciso de dizer, ou talvez não! O sorriso manteve-se, um sorriso de malandro, um sorriso de quem ainda não perdeu a escola apesar do que cresceu, que ainda exista quem olhe para mim e me deseje… nem que seja por breves momentos, mas existe alguém que ainda não me consegue resistir! Senti que o meu jogo nessa noite era errado, que o prazer de alguém se tornaria em pecado, um pecado que até eu me arrependeria, e arrependo, contudo precisei de ter a certeza que não era do meu rosto, que não era do meu corpo ou até mesmo da minha pessoa, tive que ter a certeza que cresci e que trocava tudo isto por algo mais, algo que simplesmente não se entrega a qualquer pessoa… E quando tudo mudar? Quando eu me cansar? E se eu tiver que ser somente o tio, se eu não for dotado para constituir família ou ser homem de família? E se eu for apenas um severo predador que foi caçado? A minha mente fez-se em luz, desfez-se em consolidações que nem eu percebo, e é dessas certezas consolidadas porque eu permaneço no negro da explicação não lógica de mim mesmo! Sou o ponto negro no negro céu que só brilha quando as estrelas querem que assim aconteça, sou a gota perdida no oceano á espera que alguém mergulho no conjunto de gotas em que habito, sou somente o respirar de um vendaval enfurecido, sou… Cada vez menos sei o que sou, mas de certo sou alguma coisa, e uma coisa é certa, testei-me a mim mesmo para perceber que o erro não habita me mim!
Se isso me faz feliz?
Não, isso foi apenas uma burocracia como tantas outras para que eu tentasse ficar bem comigo mesmo, para que eu pudesse olhar em redor de alguma coisa e dizer, sim ainda sou capaz de ser predador! Sim ainda sou “malandro” e “bandido”, sim ainda sei viver neste mundo louco de engates, neste mundo onde não existem desgostos nem mágoas, onde não existem compromissos nem “contratos” sentimentais… Onde…
Isso fez-te sentir melhor?
Infelizmente não, infelizmente não me conseguiu por melhor, não me conseguiu curar em nada do que sinto… Mas provou-me que eu apesar de tudo ainda sou bem capaz de vingar neste mundo, mesmo com um sorriso falso, mesmo com as mãos a tremer quando vir quem anseio ver, mesmo com palpitações eloquentes, mesmo com um batimento cardíaco que nem tão pouco alguém os possa contar ou sequer acompanhar, mesmo com brilhozinho nos olhos, mesmo com alguma coisa que me denuncie, ontem consegui provar a mim mesmo que consigo ser o mesmo “gaiato” parvo e estúpido de mundo “vadio” sem poiso ou responsabilidade amorosa…
E?
E nada, porque simplesmente trocaria toda esta minha capacidade só para ouvir novamente o que eu quero ouvir, só para estar mais uma vez contigo… Mas, e também, não me poderei perder e ontem provei que sei que não me perco…
Voltei a ser o Mestre Millenniu, será?
“Sou o que era quando o era, sou o sorriso que mostrei a quem me conheceu sorrindo, eu volto a sorrir sempre que preciso, e sorrirei somente para mim… Sorrio para mim pois só eu mereço o meu sorriso!”
Permaneci com um sorriso forçado, um sorriso que utilizei sem que ninguém desconfiasse, e nesse instante o solteiro e sorridente Homem voltou a ter cotação de bolsa, voltou a ter uma margem de progressão fenomenal… Tive quem me abraçasse e quisesse beijar, tive quem me pedisse boleia para casa, quando a casa era apenas a dois minutos de caminho, tive quem me dissesse que eu continuava o mesmo vagabundo de sempre mas que continuava com o mesmo “palmo” de cara de que não conseguiam fugir… E aí pensei, pensei para comigo mesmo, e nesse pensamento duradouro mas rápido, um pensamento curto mas intenso apercebi-me que não era eu o centro da falha do meu sorriso, que não era eu quem estava mal! Até soa mal valorizar-me desta forma, mas desta vez é o que sinto, é que preciso de dizer, ou talvez não! O sorriso manteve-se, um sorriso de malandro, um sorriso de quem ainda não perdeu a escola apesar do que cresceu, que ainda exista quem olhe para mim e me deseje… nem que seja por breves momentos, mas existe alguém que ainda não me consegue resistir! Senti que o meu jogo nessa noite era errado, que o prazer de alguém se tornaria em pecado, um pecado que até eu me arrependeria, e arrependo, contudo precisei de ter a certeza que não era do meu rosto, que não era do meu corpo ou até mesmo da minha pessoa, tive que ter a certeza que cresci e que trocava tudo isto por algo mais, algo que simplesmente não se entrega a qualquer pessoa… E quando tudo mudar? Quando eu me cansar? E se eu tiver que ser somente o tio, se eu não for dotado para constituir família ou ser homem de família? E se eu for apenas um severo predador que foi caçado? A minha mente fez-se em luz, desfez-se em consolidações que nem eu percebo, e é dessas certezas consolidadas porque eu permaneço no negro da explicação não lógica de mim mesmo! Sou o ponto negro no negro céu que só brilha quando as estrelas querem que assim aconteça, sou a gota perdida no oceano á espera que alguém mergulho no conjunto de gotas em que habito, sou somente o respirar de um vendaval enfurecido, sou… Cada vez menos sei o que sou, mas de certo sou alguma coisa, e uma coisa é certa, testei-me a mim mesmo para perceber que o erro não habita me mim!
Se isso me faz feliz?
Não, isso foi apenas uma burocracia como tantas outras para que eu tentasse ficar bem comigo mesmo, para que eu pudesse olhar em redor de alguma coisa e dizer, sim ainda sou capaz de ser predador! Sim ainda sou “malandro” e “bandido”, sim ainda sei viver neste mundo louco de engates, neste mundo onde não existem desgostos nem mágoas, onde não existem compromissos nem “contratos” sentimentais… Onde…
Isso fez-te sentir melhor?
Infelizmente não, infelizmente não me conseguiu por melhor, não me conseguiu curar em nada do que sinto… Mas provou-me que eu apesar de tudo ainda sou bem capaz de vingar neste mundo, mesmo com um sorriso falso, mesmo com as mãos a tremer quando vir quem anseio ver, mesmo com palpitações eloquentes, mesmo com um batimento cardíaco que nem tão pouco alguém os possa contar ou sequer acompanhar, mesmo com brilhozinho nos olhos, mesmo com alguma coisa que me denuncie, ontem consegui provar a mim mesmo que consigo ser o mesmo “gaiato” parvo e estúpido de mundo “vadio” sem poiso ou responsabilidade amorosa…
E?
E nada, porque simplesmente trocaria toda esta minha capacidade só para ouvir novamente o que eu quero ouvir, só para estar mais uma vez contigo… Mas, e também, não me poderei perder e ontem provei que sei que não me perco…
Voltei a ser o Mestre Millenniu, será?
Duas músicas, duas letras, o mesmo conceito, o mesmo significado, a mesma vontade de explicar o inexplicável, a mesma vontade de gritar baixinho o que preferia gritar ao sete ventos!
a)John Mayer - Say what you need to say
b)Xutos e Pontapés - Mundo ao Contrário
Sem comentários:
Enviar um comentário