quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mentiras são Verdades depois de se realizar!

Mais um dia em claro, mais um dia que passa sem eu próprio saber o que pensar, o que dizer, ou até mesmo como agir! Somente mais um dia, um dia como tantos outros, um dia que se não disser, é somente uma imagem igual ao de ontem, ao do mês passado, ou até mesmo quem sabe, o do ano passado! Dias, são dias em que oiço e continuo a ouvir as palavras mais doces que nunca se desvendaram, que nunca foram ditas no seu mais sentido literário… Ouvi as verdades que nunca se concretizaram e ouvi mentiras que foram verdades!
As mentiras, o que são as mentiras se poderão mais tarde se concretizar, mentiras são verdades ainda não concretizadas, verdades que ainda não se realizaram, e ouvir palavras doces de bocas amargas, são verdades que nunca se poderão confirmar!
Vivo de verdades não concretizáveis, verdades que serão somente palavras soltas numa determinada conversa, numa determinada tarde de verão numa esplanada qualquer… Vivo de verdade que se pintam, que se camuflam ou até mesmo na palavra simples, que se escondem! Escondem-se de serem um dia mentiras, mas poderão até mesmo se esconder das verdades concretizáveis, das verdades que poderão vir a ser reais!
O meu mundo pinto-o de mentiras coloridas, mentiras que me esforço para serem verdades, mentiras que serão verdades de amanhã, dessas mentiras sou visionário, leio na palma da minha mão essas mentiras que serão concretizáveis, tornando-se nas verdades do amanhã!
As palavras que da tua boca ouvi, por mais juradas e sentidas como verdades, sempre foram mentiras, hoje sei distinguir essa sensação de decisão, essa sensação de absorver as tuas verdades imaginárias, essas verdades que sempre foram mentiras, tornando as minhas mentiras uma verdade que se realizou, os meus porquês, o meus “e se”, até os meus “mas”, fizeram-me aperceber da necessidade que sentias em utilizar essas “inverdades”, hoje apercebi todo o seu sentido lógico, de uma lógica sem sentido, mas com orientação para se tornar apenas uma verdade momentânea, uma verdade de curta duração… Mas sim, das minhas palavras amargas de juras eloquentes de tentar sempre perceber, das minhas eloquentes mentiras, soltei mentiras que seriam concretizáveis, mentiras que seriam as verdades do meu futuro… E nisto, perco-me no meu próprio raciocínio, perco-me na solidão de uma verdade esquecida, de uma verdade fictícia, de uma verdade somente imaginada, e guardo, guardo a solidão das minhas palavras das mentiras, destas minhas mentiras que são verdades depois de se realizarem!

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