domingo, 6 de setembro de 2009


Tentei dormir em vão, tentei porque não consegui, voltei a rebolar por entre os lençóis desta minha solidão, de uma solidão tão presente em mim. Desenhei palavras com a ponta do meu dedo no céu negro, juntei o brilho das estrelas tentando decifrar aquilo que eu próprio consegui complicar… Fotografei momentos inesperados por entre as sombras da minha rua, por entre as sombras do meu pensamento. Esqueci provérbio e esqueci tudo o quando me faz sofrer, esqueci por apenas alguns segundos, mas foram uns segundos bastante intensos. Desacreditei sobre a realidade que tenho vivido, sobre uma realidade paralela, uma autêntica janela do meu mundo paranormal… Larguei palavras impossíveis, larguei-as ao vento para que ele tas pudesse levar, espero que as tenhas recebido, espero que as tenhas entendido.
“Vesti-me a rigor, vesti-me qual cavaleiro das cruzadas, levava comigo um cavalo branco, um cavalo branco de crina longa e doirada, e na mão, na mão trazia um ramo de flores, Gerberas, pela primeira vez não inclui uma única rosa, não entendi esse conceito, mas usei, usei-o por algum motivo que ainda hoje desconheço. Esperei-te, esperei por ti horas intermináveis, e quando chegaste, nesse instante percorremos por entre o tempo, um tempo só nosso, um tempo que conseguimos desfrutar. Chegando ao destino, um destino tal qual filme, um destino demarcado pelo areal de oiro, um mar de nuvens e um sol de paixão. Corpos que se uniram, dois corpos que se tornaram em apenas um, os suores, os suores misturavam-se a cada suspiro, a cada gemido de total paixão. Olhei-te nos olhos, disse que gostava de ti, disse que tinhas sido a melhor coisa que me tinha acontecido durante esta fase negra, declarei-me a ti, tu olhaste-me, penetraste nos meus olhos como que sugando toda a minha força, como que me enfeitiçando com o teu ar doce e meigo, fintaste todas as minhas barreiras e soltaste um suspiro, um suspiro longo e apaixonante, e nesse instante quando te preparavas para soltar as palavras por que tanto eu ansiava, eis que acordo e tudo volta a ser apenas a minha cama, uma cama na qual não consegui dormir, uma cama onde a lua continua a espreitar por entre os meus cortinados na esperança de nos encontrar definitivamente juntos… E é nessa esperança que continuo a tentar manter-me acordado, acordado dentro de um sonho que tenho mantido vivo!

http://www.youtube.com/watch?v=Kwynr6vCcgk

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