sábado, 11 de abril de 2009
Última dança
Não fujas se o próprio tempo se encarrega de te levar para longe, esse tempo que tudo sara mas que também que faz feridas. Esse tempo que todos querem mas que prescindem no fim de o terem... O tempo que me afasta e me cria barreiras de quem eu hoje quero, tempo que me prolonga o amanhã e me prende ao hoje se comigo não estás... Hoje tive a visão de um suicida , uma visão angustiante que me transtornou no meu ser mais intimo e profundo. Tive a visão de quem perdeu tudo até a força de lutar, essa força que nos faz levantar todos os dias para uma nova batalha! Eu já perdi mil e uma batalhas, batalhas de todas as espécies e feitios, nos seus mais diversos lugares, perdi todas as batalhas da vida, mas, acredito que ainda não perdi a guerra, essa guerra que me move para te querer ao meu lado. A vida, a vida já me pregou milhentas rasteiras mas levantei-me sempre de seguida... Não quero vergar e ser pisado pela própria vida que eu decido caminhar... Certo que esse caminho é tempestuoso e perigoso, e que me mantém sempre a tona de um suicídio imediato, contudo, sei que o sol vai brilhar novamente, não hoje, não amanhã, mas um dia, e nesse dia, eu vou estar sentado a beira mar contigo ao meu lado e saborearemos juntos o tão delicioso e único momento que o sol nos vai proporcionar... Por isso peço-te, guarda-me a última dança ao por-do-sol!
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