sábado, 11 de abril de 2009
Saudade
Hoje tive saudade, saudade de penetrar na imensidão dos teus olhos, dos teus olhos que me mostram que tenho tudo sem ter nada, que me respondem sem perguntar, que me fazem sentir como se tivesse alcançado o inalcançável ... Nos teus olhos sou tudo sem ser nada, sinto-me que subi o mais alto dos pícaros e nem sequer saí do local onde os vi, que conquistei batalhas sem inimigos para te oferecer o mais alto dos desejos que possas ter... Os teus olhos são tudo, são a verdade incessante que me separam dos desejos mais profanos, que me mostram o caminho a decidir e não decidindo eles voltam a brilhar! Hoje tive saudade, saudade desses olhos que brilham como o sol de Julho que poucos conseguem contemplar, que poucos querem contemplar... Mas eu vejo, eu deliro, eu não sei como me sentir, mas sinto, sinto sentimentos que estranhamente me mostram que tenho saudades, saudades desses olhos que magicamente transformam qualquer dia cinzento em simples e grandiosas paisagens primaveris, desses olhos que não me imagino sem ver, sem contemplar, sem... sem... sem nada que possa parecer absurdo, mas que no intimo de qualquer suicida sentimental, se possa de considerar de ser impossível de não gravar para que os possa mostrar aos meus mais íntimos sonhos, fazer de conta que provoco rebeliões de sentimentos por não terem visto tamanha beldade! Mas apegando-me, senti saudades, saudades desse olhos que me fazem viajar por entre mundos sem que o tempo passe por mim, desses olhos que todos desejam, mas que não percebem o seu significado, desses olhos que tanto anseio que olhem por mim da mesma forma que eu olho para eles... Sem palavras viro mudo, mudo mas não cego... Não quereria perder mais segundos dos que os que já perco só por não os poder ver todos os dias, desejo incessantemente que voltem ao meu mundo após a sua partida, e nessa espera mesmo que curta as saudades apertam e sufocam cada suspiro e alegria que o dia me traga, alegria que não vejo por me fixar aos olhos, olhos por quem hoje tenho tanta saudade! Olhos que espelham a alma são os olhos que por mim me vejo morrer, alma transparente vivida e sofrida por entre vistas de olhos que nunca lhe deram a atenção merecida, deixa-me dar-te essa atenção, deixa-me mostrar que a vida mesmo que sofrida ainda tem caminhos que nos podem alegrar... Não recuses só por que outros olhos fecharam os teus para que não vissem a felicidade...eu sei que te posso dar mais, posso mostrar tantas outras imagens que nunca viste, deixa-me tentar...deixa-me mostrar, mas não recuses só porque os teus olhos derramaram lágrimas de outros olhos, de sobras que cegaram cada segundo por ti mágico, esses olhos que te escureceram as cores do dia, são olhos que nunca souberam brilhar com os teus, mas eu sei que posso....Eu sei que sim, sei que sou uno com os teus olhos, os olhos que me matam de saudade.
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