sábado, 11 de abril de 2009

Escolhas



E se a vida hoje te desse duas opções de escolha, entre o estares sempre sorridente mas sem saberes o que é o amor, ou uma vida de sofrimento por saberes amar, qual escolherias? Eu de certo não quero influenciar nenhuma escolha, mas ambas seriam bem apetecíveis, a primeira porque não sabendo o que é amar não sentiria a sua falta, e como tal, os sorrisos dai provenientes seriam tão satisfatórios que anulariam qualquer necessidade de amar... A vida tomaria outras formas, deixaria de pensar em obrigatoriedade de sentimentos e passaria a ser apenas feliz, feliz com o que a vida me desse, deixaria de estar enquadrado com o protótipo a que a sociedade obriga mas que por vezes não é o nosso ideal de vida, o nosso ideal de felicidade, sem esse protótipo seria sem duvida muito mais feliz, seriamos os loucos da cidade, os loucos sem qualquer sentido... Mas, e como tudo o que existe de bom tem um “mas”, a segunda opção seria de escolha da maioria dos D. Juans... Isto porque ninguém sabe o que realmente é amar, e como não sabe define sensações que lhes aparecem, e como tal dizem que preferiam viver em sofrimento, um sofrimento sustentável visto que um sofrimento de dor mediana não serve para os olhos dos mais sofridos! É somente uma questão de disputa de território sentimental, Seria uma vida sem brilho, sem querer estar com mais ninguém a não ser a predestinada que conquistara os olhos do mais apaixonados! Correr o mundo atrás de quem se quer estar, deixar os olhos brilharem ao verem a sua cara metade, ver o sol de tantos tons diferentes quantos os momentos proporcionados a dois... Uma saída, um jantar, um beijo apaixonado! Quem já o teve? Eu não sei sequer se o tive, não sei porque me guio pelo protótipo de “amor” pré-definido, um amor que está escrito por quem o sentiu á imenso tempo atrás, um amor de que de certo não era igual ao meu, aos sentimentos que sinto, ás sensações que me fazes sentir, ao vibrar a cada passagem tua... E se esses sentimentos não corresponderem ao que diz nos livros, então, então por certo não é amor, será certamente outro sentimento que ainda está por inventar! Mas, mesmo que assim seja, digo diante de mim mesmo, que seria esse sentimento que não é amor, que não é nada, que apenas é o que eu sinto sem explicação gramatical, que esse sim, esse trocaria pelas duas opções que a vida me desse, que a vida me deixe para escolher... prefiro não saber o que é amar, se os sentimentos que me alegram não forem esse amor, prefiro sentir como sinto, sofrer como sofro e sorrir como sempre sorrirei a tua passagem!

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