sábado, 11 de abril de 2009

Porto de Abrigo

Quem sabe se um dia tu não veras como eu tento ser o porto de abrigo, sou esse porto sem te dizer, ansiando que o teu barco venha atracar neste meu porto vazio, que guarda todo o seu espaço exclusivamente para ti, para que o ocupes! Espero esse dia, espero em qualquer maré, em qualquer fase da lua... Transformo o meu mar em Monstros para que ninguém ocupe o teu espaço, este espaço que guardo só para ti, este espaço só teu, exclusivamente teu! Afasto embarcações deste porto, embarcações que permaneceria por sua vontade, afasto porque não é a minha vontade! Oiço as minhas profundezas, oiço porque elas me querem bem, avisam , alertam-me, e eu simplesmente recuso aceitar tal decisão, não aceito porque espero pelo teu barco, esse barco que atracará de pompa e circunstancia neste meu desabitado porto de abrigo. Que marés esperas passar? Aguardo impacientemente por uma simples decisão, essa decisão que tarda em aparecer, e nesse tardar de decisão o meu porto enfraquece, esmorece a cada onda que bate nos pilares, esse pilares que sustentam o porto que te quer abrigar, um abrigo feito de mil um sentimentos que não sei expressar, que não sei declamar, mas que sei sentir, sei escutar e preservar... Porque simplesmente és a maré que quero guardar, a embarcação que quero proteger de tudo o que de mau te pode acontecer!

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