sábado, 11 de abril de 2009

Capitulo escondido dos olhos que veem

O seu sorriso solitário prendia o universo pelo fio do seu cabelo, escorria o brilho incandescente dos seus olhos como estrelas cadentes deixam os olhos espantados de ansiosos desejos de namorados! Sorriu, sorriu novamente, sozinha, mas sorriu... Aquele sorriso que gostava de ver escondido, sem sonhos nem mágoas, nem tragédias nem segredos, apenas felicidade! Felicidade que transbordava do seu olhar, do castanho dos seus olhos que brilhavam pela abundância de sentimentos puros e inocentes. Voltara a ser criança, criança em que a felicidade não se nota pois está implícita na sua vivência, uma felicidade pura. Voltou a desejar, a sentir, a pelo menos abraçar pelo prazer de abraçar! Eu conheci três das suas fases, a amável, a cruel e a arrependida! De nenhuma a sua presença se queixou, jamais se queixaria da sua maneira de ser, do seu jeito de agir, é apenas o seu cartão-de-visita e isso ninguém tem o direito de mudar! Lamechices, puras lamechices... Mas pela noite fora, a simplicidade do escuro transcendente foi perseguido pela angústia do desejo de se verem... Um desejo incomparável de se sentirem desejados, ambos, ambos eternos sentimentalistas que não podia compreender essa necessidade. “Mais um bocado e vamos embora paixão!” Fala como que sussurrando a palavra paixão, como que não sabendo se deveria dizer ou esconder ou até mesmo ter suprimido tal expressão... Ele, ele reflecte o sorriso ao ouvir essa palavra, uma palavra mesmo que escondida, mesmo que negada por ele é uma palavra que o faz sentir bem, mesmo de ficção, mesmo sem pureza absoluta! Ele faria tudo, tudo o que lhe fosse possível e impossível de fazer, ele que desejava o mundo inteiro apenas para o oferecer, ele, ele que apenas queria somente mais cinco minutos de atenção, uma atenção dispensada pela pureza de sentimentos não visíveis por entre os encontros de eterna amizade! Uma amizade apaixonante, uma amizade de sentimentos escondidos e límpidos como a água da mais pura das nascentes.Ela apenas sorria ao afastar-se, sorria com o seu sorriso inconfundível de se sentir amada, acarinhada e desejada... Ele, ele sorria porque apenas a via sorrir!

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