segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Amores de verão enterram-se na areia"




“Amores de verão enterram-se na areia!”, mas e se este amor não tiver sido um amor de verão mas um amor de uma vida? O culminar de dois mundos tão próximos e tão distantes, o desejo de um universo que se esforçou para nos juntar, para nos aproximar!



Amores de verão enterram-se na areia, eu não o quero enterrar, eu não o quero perder, eu não quero tão pouco desistir dele!


Amores de verão enterram-se na areia, este não é um amor normal e igual a tantos outros, este é a história de papel de uma vida inteira escrita com tinta branca…


Amores de verão enterram-se na areia, se for essa a realidade enterra também os meus sonhos, enterra o meu sorriso e o nosso beijo, enterra o que ousaste dizer e o que simplesmente não disseste, enterra tudo porque eu não quero enterrar nada do que o passada fez para construir este presente de te esperar!


Amores de verão enterram-se na areia, eu mudo a frase, amores de verão mudam uma vida, mudam um sorriso, desenterram da areia paixões que podem ser vividas, que podem ser ditas e pintadas, que podem ser escritas para que possam permanecer por toda a eternidade, uma eternidade de sorrisos estampados no rosto!


Amores de verão… Amores de verão têm de ser vividos e explorados, e se forem amores de verão como o nosso, então têm de ser simplesmente apaixonados!


Amores de verão não se enterram, desfrutam-se…


E mesmo que este amor de verão não continue, não tenha forma de sobreviver, lembrar-me-ei sempre dele como o amor de uma vida, como o reencontro de duas crianças hoje adultas, e dos sentimentos puros e fantasiosos, e se não existir nem mais um dia de amor, nem mais um dia de paixão, lembrar-me-ei de ti, do teu sorriso e do teu rosto que se mantém inalteravelmente belo desde os dias em que o mundo podia ser pintado de todas as cores que nos apetecesse!

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