
Vivo a vida como mais ninguém, quem o diz certamente será das pessoas mais sortudas que podem existir, eu não vivo uma vida, possivelmente vivo alguns momentos de vida, espécies de sopros de alguma esperança, daquela esperança que existe quando um corpo já incrédulo dá o ar da sua graça quando ninguém mais acreditava ser possível, isso é o pouco de vida que vivo! Eu poderei dizer que vivo a morte que me ofereceram, uma morte especialmente concebida pela evolução da trágica e inglória sociedade soberana que nos deixaram de legado… Vivo uma morte tempestuosamente vivida, ou se calhar nem tempestuosa é, será talvez uma morte declarada desde o dia que em que passamos para a grandiosa fase de exploração do nosso consciente, da exploração e obrigação da nossa inteligência… Nada é simples, e se o era deixou de o ser, tudo se baseia nas escolhas que derivam na sua total e promíscua necessidade financeira! Quem consegue viver, certamente guardará o segredo, pois será único, ou dos muito pouco que habitam esta sociedade, ou possivelmente serão os que a própria sociedade condena e recrimina pela sua maneira de ser, possivelmente serão os descabidos e os eternos seres que nunca cresceram, e se existem de uma forma minoritária então certamente não farão parte integrante da sociedade e viverão á margem da mesma, na periferia de uma sociedade que teima em eliminar cada vida. Na morte que vivo, vivo poucos sopros de esperança, nem tempo tenho para viver, só a morte na sua inteira indisponibilidade teima em ocupar todos os segundos em que poderia, talvez, soprar um pouco desse sopro! O trabalho, o transito, as contas, a escola, as despesas, mais trabalho, mais transito, mais contas, mais, mais, mais… Somos adultos, a partir daqui é sempre a somar, é a responsabilidade que nos vai afectando, ser responsável é ter a certeza que somos adultos, por isso, sem qualquer outra questão, questão essa que nunca poderá sequer existir, temos de nos ocupar somente com trabalho, pois isso é ser-se o mais adulto que possa existir! Essa necessidade implícita de trabalho aparece pela necessidade simples de “ter” prioridades, e essas prioridades obrigam-se a ser pagas… Uma família, dois adultos que obtiveram o maior dos milagres, ou seja, um filho… Uma família tipicamente nacional, três pessoas num agregado normal e familiar… Uma renda, o infantário, a TV, o telefone, a comida, o carro, entre outras possíveis despesas, tudo isto suportado pela simples e magnifico ordenado mínimo dos dois pais, e para os dois trabalharem, tem que se colocar o magnifico milagre em algum lugar, a magnifica cresce que obtém qualquer coisa como quase o ordenado mínimo… Mas por este caminho, parece que faço campanha politica e social, e simplesmente não é esse o meu objectivo!
Vivo a minha morte, soa a estranho, mas não o é! Vivo a morte que me foi oferecida, vivo a morte porque me mato a cada dia que passa sem conseguir ter o proveito necessário para dizer que realmente “vivi”, estranho? Na sequência da nossa vida, numa sequência de contabilização do tempo, obtemos a resposta que viver viver nem sequer 1/10 do nosso tempo real vivemos, 9/10 são passados a trabalhar e a dormir! Então e na sua realidade, se não vivemos 9/10 da nossa vida porque é passada em “obrigações” socialmente correctas, podemos dizer e afirmar que vivemos 9/10 de uma morte oferecida pelas moralizações sociológicas da nossa sociedade!
E viver uma moralização socialmente correcta sem ver o nosso rebento virar homem, e perder a única fase de vida inocente do nosso mais puro milagre, é o mesmo que afirmar que morremos dolorosamente como que enforcados por uma necessidade obrigacional que teima em não nos finalizar de uma vez, morremos nas mãos de uma necessidade obrigacional simplesmente sádica e inimiga da vontade de simplesmente viver.
Vivo a minha morte, soa a estranho, mas não o é! Vivo a morte que me foi oferecida, vivo a morte porque me mato a cada dia que passa sem conseguir ter o proveito necessário para dizer que realmente “vivi”, estranho? Na sequência da nossa vida, numa sequência de contabilização do tempo, obtemos a resposta que viver viver nem sequer 1/10 do nosso tempo real vivemos, 9/10 são passados a trabalhar e a dormir! Então e na sua realidade, se não vivemos 9/10 da nossa vida porque é passada em “obrigações” socialmente correctas, podemos dizer e afirmar que vivemos 9/10 de uma morte oferecida pelas moralizações sociológicas da nossa sociedade!
E viver uma moralização socialmente correcta sem ver o nosso rebento virar homem, e perder a única fase de vida inocente do nosso mais puro milagre, é o mesmo que afirmar que morremos dolorosamente como que enforcados por uma necessidade obrigacional que teima em não nos finalizar de uma vez, morremos nas mãos de uma necessidade obrigacional simplesmente sádica e inimiga da vontade de simplesmente viver.
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