sábado, 24 de outubro de 2009

Outra vez...Não digas nada!


Existem momentos que as palavras simplesmente fogem, escondem-se por entre as sombras da noite escura e negra de uma cidade impávida e serena, de uma cidade por agora já morta, numa cidade que ressuscita cada dia, á mesma hora, quer esteja a chover ou qualquer outro tempo que possa simplesmente fazer! Existem momentos em que as palavras escapam por entre os dedos, para que não se possam eternizar em qualquer pedaço do mais simples papel! São essas palavras que por vezes tento dizer, mostrando que até que podia encaminhar toda uma explicação que não te faria qualquer lógica, mas que seria a mais verdadeira das verdadeiras palavras prenunciadas em teu favor! Dizer-te o que simplesmente sinto, é como abrir um livro que nunca foi lido, acho que simplesmente nunca ninguém me leu por completo, acho que nunca ninguém chegou ao fim da minha história, desta história interminavelmente eterna… Esta noite em que as palavras me escaparam, foi a noite em que pensei em ti, novamente, de uma forma em que me apeteceu fazer um regresso a um tempo que vivi ao teu lado, um curto tempo que vivi contigo, aquela simples experiencia de fazer simplesmente parar o tempo… Se tivesse capacidade de fazer o tempo voltar a atrás, manteria tudo o quanto fiz, porque mudar cada pedaço do meu passado seria como me mudar a mim, seria como alterar cada aspecto da minha personalidade, e isso, acho que nada me fará mudar! Queria ter um eterno leque de palavras para que te pudesse dizer tudo a todo o tempo… Não digas nada… Shiuuu… Escuta apenas, um dia darás o real valor, um dia seremos o que não fomos por agora, sem destino nem nada que se pareça como obrigatório, apenas porque sim, porque teve de acontecer, e se não acontecer, então foi isso mesmo que tinha de ser! Então, e até lá, vou desfrutar de cada momento que tenha de ser vivido, e isso será o que de mim fará alguém melhor do que sou agora…
Existem momentos em que as palavras simplesmente fogem, e esta noite não é excepção, as palavras voltaram a fugir, deixando-me mudo, incrédulo e apático pela noite fora… Não direi que te daria o mundo, ou como te trataria, o que simplesmente faria, não direi nada porque são coisas que se vão vendo e apreciando a cada instante que passamos juntos e em conjunto com o nosso mundo… Mas… Não digas nada, saboreia apenas o que te tenho para oferecer por agora, e nesta noite escura, nesta cidade impávida e serena, nesta cidade por agora morta, eu escrevo em palavras que me fugiram, com palavras que não consigo prenunciar para que tas possa levar, mas, é nesta cidade, nesta rua, neste quarto, nesta cama em que me deito, nesta noite escura, que sinto o que não sei dizer e digo o que continuo a sentir!



1 comentário:

  1. O texto está fantastico como sempre, as tuas palavras tocam sempre quem lê... As musica embora já conhecesse guia-nos durante a leitura!!! Mas não sei bem porquê, foi na imagem que me prendi!!!

    Continua Bjo =)

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