Nascer, acto que simplesmente tem o seu destino traçado, não o entremeio do caminho mas sim o destino final. Nascer é o acto de coragem mais forte que se sente, é dele que nasce a sensação vitoriosa de ser-mos os mais fortes, de ser-mos os eleitos entre milhões!
Do raciocínio que vou tecendo por entre as teclas de um sistema, que em nada me traduz a sensação de paz, vou desabafando os segredos e jornadas de uma história que nem sequer tem sentido. O caminho que percorro é todo ele cheio de erros e devaneios, cheio de buracos e indecisões...
Perco-me das ideologias que me vão crescendo pelo tempo que eu próprio vou crescendo, o envelhecer transforma-me num ser tenebroso de sensações e prazeres únicos, o valor atribuído aos bens que me vão sendo apresentados, são deveras mais importantes que a própria nota ou moeda da economia que nunca existiu em mim!
Deixo o ser que vivia em mim, deixo-o abandonado e perdido pelos espaços, um vagabundo, um tormento para a sociedade que habita dentro do meu corpo.
Confuso?
Certamente a confusão que imagino é somente a que perco na confusão das certezas que vou gerando.
E isso, isso é o que me faz continuar por amor, amor a mim, a minha vida, amor a nunca desistir da batalha que um dia consegui conquistar o direito de a batalhar!
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