De todas as certezas que temos quais serão as mais certas? Ás escondidas da sabedoria que me aprisiona posso sentir que os sentimentos são pelo menos das mais incertas, seria a dúvida da clarividência uma dúvida cliché? De todos os sentimentos existentes posso afirmar que o amor à primeira vista é dos que mais acontece aos olhos nus de quem experimenta, a sua pós-consequência é que pode ou não derivar de um amor unificado entre os dois elementos necessários para que tal aconteça. Do que se precisa hoje para amar? Eu respondo a simples e verdadeira "Insegurança", isso mesmo, INSEGURANÇA, nada do que é seguro é amado, tudo se desvanece por entre nevoeiros e fantasmas da "facilidade" do próprio relacionamento, tudo o que é fácil e pronto é também monótono e com pouco teor de paixão... Deixaram de ser necessários "cavalheirismo" e actos "principescos", isso torna o cena de actuação numa cena tipicamente desproporcionada ao próprio desfecho... Ninguém quer-se sentir seguro e quando se sente procura a ambição do explorar novos horizontes, novas histórias e novas virtudes que daí podem ser vividas... Somos uma espécie de exploradores de sentimentos, e quando afirmo o somos refiro-me não só a homens como também a mulheres, poderei talvez até utilizar o Homens de H grande! Nos relacionamentos a que proporciono experiências únicas e destemidas da minha própria vontade, ou seja, daqueles que ganham vida e autonomia própria são os que de alguma forma mais "luta" e concorrência originaram, é necessário o certo requinte da conquista bilateral, do jogo de charme, do cantar do pavão... Mas a conquista deverá prosseguir de acordo com o até então encontrado, é talvez um jogo de braço de ferro a ver quem verga ou cede primeiro, e é aí que se encontra a necessidade de ser visto e de ver, sem falsidades e sem falsos moralismos... Todos procuramos o par ideal para organizar e manter uma relação, mas não podemos nunca nos sentir seguros, essa segurança explicita assusta e afasta o romantismo de cada acto, de cada cena ou de cada passagem! A transposição de elevada segurança e de elevada necessidade é vista e interpretada como necessitada doentia e não de preocupação, os Homens na cumplicidade amorosa passaram a ser egoístas na decisão de amar e como amar... Deixou de se haver relações de crescidos para existir apenas jovens adolescente de 30 anos a querer ter mais uma aventura de explorações dos seus próprios sentimentos sem que nada nem ninguém possa-se intrometer. Pena? Não deixamos-nos de nos conhecer como um todo e passamos a conhecer-nos somente a nós próprios... Justo? Nunca em lado nenhum se leu que o amor era justo, mas é desta forma que é jogado e como tal tem de se obedecer ás suas próprias regras!
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