sábado, 19 de junho de 2010

Tempo


Relógio, Ponteiros, Números, o eterno tic tac tic tac...

Horas, Minutos, Segundos que correm no eterno tic tac tic tac...

Tempo, um tempo que se desperdiça na sua passagem, um tempo eterno que se perde na eternidade de me esquecer. Tempo, tempo de sobra que nunca sobra, o tempo a mais para quem não usufrui e a menos para quem precisa. Tempo, tempo que passa e não espera, tempo que acaba sem nunca sequer chegar ao fim, ao meu fim, ao fim da linha que não existe mas que se sente, aquele sentimento que se guarda por tempo indeterminado pela ânsia de se apagar no tempo... Tempo, tempo e mais tempo. Tempo que vejo passar aquando desabafo sozinho por não ter tempo para desabafar com ninguém, tempo que se mistura com falta de tempo, tempo de te ver e para não te ver... O mesmo tempo que passa e não se esquece, tempo de se esquecer o que nem sequer se passou, tempo forjado por entre tempos perdidos, tempos de sobra e tempo que sempre escapa. O tempo de angustia que me eleva ao tempo desperdiçado, ao meu tempo aplicado e esquecido. Sem tempo e com tempo de morte para que a morte chegue, sem tempo de viver morrer e sonhar, tempo, palavra que me faz sofrer, palavra que me contabiliza os segundo, minutos e horas que passam sem te ver! Tempo que nunca se esgota mesmo após a minha morte!

Tic tac tic tac...

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