sábado, 3 de abril de 2010

Sono




Por momentos senti em mim qualquer coisa que já tinha sentido, que já tinha presenciado junto do meu insignificante ser, mas que por algum motivo, sem razão aparente deixei escapar. Por segundos, despertou em mim algo que possivelmente deixei adormecer, algo que de uma forma inglória não mais vivi!
Sentei-me na esperança de perceber, na esperança de conseguir compreender a razão do meu raciocínio não se enquadrar com o que os meus olhos viram e deixaram de querer ver!
O quente e dourado liquido derramado dentro do meu copo, deixava com que os sonhos fossem cada vez mais vividos, fossem cada vez mais sentidos… As lágrimas que já secas tentavam desencantar maneira de fugir, teimavam em aparecer, tardavam em sussurrar as palavras que simplesmente não desejava ouvir!
Estranhamente deixei-me cair num sono profundo de querer e saberes, num sono que ainda hoje me apresenta sonhos e pesadelos, um sono estranhamente profundo para que não possa ser chamado de realidade.

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