“Desejo-te a maior felicidade!”
Sucumbi por entre as palavras mais cínicas que poderia encontrar, desejei o contrário do que pensava, desejei o inverso das palavras por mim pronunciadas… Não desejo o que digo, nunca o poderia desejar se eu sinto que poderias ser feliz ao lado de quem não te tem! Compreender a tua vontade tornaria completa a inércia de te afastar de mim. Sonharia? Talvez sim talvez não, mas nem só de sonhos vive o Homem, e nem de vontades são formados os sonhos. Querer-te simplesmente desmistificou a minha vontade de tentar-me descobrir a mim mesmo, quando no fundo sempre fui um autentico estranho á minha pessoa! Chove dentro do meu diminuto ser, chove de tamanha forma que me levaria a formar rios que transbordariam as minhas margens devastando todas as certezas que permaneceriam no leito do meu corpo… Suores, suores frios e destemidos, sinceros e tímidos, suores diversos que diversificam as sensações que tenho quando te vejo! Escuto, escuto silêncios que me vão absorvendo dentro e fora das minhas certezas, umas certezas tão certas como as incertezas do tempo que nunca parará. Do rosto que nego sei os contornos na perfeição, sei de cor o timbre da voz que dos teus lábios é pronunciado… Amor platónico? Quem o sabe não me diz, esconde como que guardando um tesouro inalcançável ao meu presente… Desejar-te tornaria tudo mais obsoleto, tudo mais científico e não o é… É ilusão escondida dos meus olhos, do meu ser e do meu corpo… Desejo-te a maior felicidade? Não, nunca o poderei desejar se não for comigo que a possas sentir… Egoísmo? Possivelmente será essa a palavra, mas o cinismo nunca se enquadrará na perspectiva que possuo em poder completar o lado incompleto que não une!
Sem comentários:
Enviar um comentário