
Se do sonho que me deste não o querias que eu sonhasse, então porque é que mo mostraste o seu doce sabor? Deste uma perspectiva de um mundo com que sempre sonhei, sem imagem, sem certo ou errado, apenas pelo real sabor do que deve ser intensamente vivido… Esqueço os arredores dos parâmetros de escolhas que teimam em sobressair pelos aspectos que devem ser ou não decisivos e decido pelo simples motivo do meu real sentimento. Eliminei as barreiras que teimavam em me prender em quatro paredes, eliminei-as e deixei que o teu mundo entrasse no meu, rápido e eficaz, feroz e mortal como um punhal que rasgou a pele junto do meu peito, uma pele cansada de sofrer pelo bater do coração que teimava em se soltar de uma prisão inapropriada a sua imagem! Sem procurar deixo-me levar, deixei-me e tu… bem tu mais uma vez demonstraste o poder de uma mente fraca e indefesa, agarraste no ponto fraco do meu ser e utilizaste-o a teu belo prazer, utilizaste-o através de um sonho, um sonho de menino inocente que deixei de ser mas que me fizeste voltar a viver, e depois de o viver, cortaste todo o seu ramo como que deixando desamparado, sem forma de me conseguir manter de pé… Para ti foi todo normal, uma simples e inocente noite, uma noite marcada por corpos suados que teimavam em suar a cada segundo que corria, sinceramente deixei-me levar pelas inocências que tanto teimei em gozar nos rostos que via sonhar, desta vez calhou-me a mim… Já se passou o seu tempo de sofrimento, se sofri, nem sei bem, talvez tenha apenas acordado, despertado e por esse facto não sei se poderei dizer ou catalogar o sentimento que vivi, se voltava a repetir, sim voltava ou não fosse eu o eterno sonhador quando estou ao teu lado!
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