
Mesmo erro, mesmo presente envenenado com que me presenteiam, dificuldade em acreditar no que posso ou não ter... O que oiço nem sempre pode ser verdade, pois o mesmo que oiço hoje torna-se na cruel mentira que jamais deveria ter ouvido! Para variar não soube contrabalançar os pesos das decisões, acreditando na palavra sussurrada por entre suspiros... Querer-te tornou-se na imensa decisão de te tentar esquecer, quem sabe se cometo o mesmo erro outra e outra vez? Eu não sei o que me espera, talvez esse seja o verdadeiro segredo do destino, a incerteza do que nos pode calhar, a verdade que se esconde por entre espelhos, esses espelhos que se manifestam imitando todas as expressões que tento não ver. Tudo me faz relembrar o que por vezes pode não ter existido, ou se existiu deixei de o entender... Deixei de perceber os sinais que de pouco me valeram desta vez! De predador virei presa, virei alguém que se perdeu no caminho do que por vezes não se deve caminhar, um caminho sinuoso e instável, um caminho que nos teus braços sussurrava a simples estabilidade inexistente que pensava poder conseguir de ti! Nada se sente sem ser verdade, o que por vezes nos passa à frente dos olhos são sombras incrédulas do que poderia um dia chegar a ser , visões de sonhos derramados por entre sensações que tanto esperamos por ter, sensações que nos elevem a universos nunca doutra forma alcançados... Do teu corpo li a tatuagem que te marca, essa borboleta com rosto de tigre, dois animais que em nada se completam, são opostos, como duas personalidades totalmente distintas... O Tigre, o verdadeiro e sincero predador, aquele que se mostra ás suas presas para que em nada se sintam enganadas, e a Borboleta, a doce e meiga borboleta, aquela que se esconde nas suas cores, que se esconde nunca mostrando as suas verdadeiras intenções... Da tua tatuagem ainda não decifrei qual és, só sei que simplesmente transferiste tão rapidamente a tua marca para o meu corpo... Sonhos? Já não, simplesmente já não sei sonhar mais, já não sei como sonhar! Saber sonhar tornou-se no meu próprio sonho!
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